Metano é o assunto do momento na COP-26. Entenda!
Tratados que visam ao controle do aquecimento global, como o Acordo de Paris (2015), continuam valendo e sendo reforçados, com metas para a redução de CO2 e outras pautas ambientais. Mas, com o decorrer da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26), o papel de outro gás ganhou protagonismo: o metano (CHâ).
Atualmente, o metano é responsável por 17% das emissões mundiais. No Brasil, mais da metade das emissões desse gás (72%) derivam do setor agropecuário, seguido pelo setor de resíduos (16%), mudança de uso da terra (9%) e energia (3%)â. Além disso, dentro da agropecuária, a fermentação entérica (digestão dos animais ruminantes) é responsável por 92% dessas emissões de metano.
Por possuir um tempo de vida curto, a diminuição dos índices de CHâ traria como resultado melhorias na qualidade da saúde pública e na produção agropecuária. “Com isso, estima-se que essa redução nas emissões possa evitar até 0,2° de aquecimento até 2050", afirmou Renata Potenza, do Imaflora.
Nesse sentido, os países desenvolvidos lideraram o estabelecimento da seguinte meta: “redução de 30% da emissão global de metano (CHâ) abaixo dos níveis de 2020 até o ano de 2030”. O Brasil foi uma das nações que se comprometeram com o objetivo, mas China, Rússia, Índia, Austrália, Paraguai, Venezuela e Bolívia ainda não assinaram o acordo até o momento.
"O desafio do Brasil será na agropecuária, que é o setor que possui a maior taxa de emissão de metano do país”, concluiu Potenza. Dentre as estratégias para essa meta, está a execução de ações domésticas, como a redução das emissões agropecuárias por meio de inovação tecnológica, bem como incentivos e parcerias com agricultores. No documento, foram apresentadas as seguintes soluções: ILPF, Terminação Intensiva (TI), melhoramento genético e nutricional.
Dentre as considerações feitas pelo Brasil na COP-26, citou-se a importância de que o país tenha acesso a recursos financeiros para redução das emissões de metano (CHâ), além da inexistência de “boicotes” e barreiras tarifárias pelos países importadores.
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